quarta-feira, 2 de novembro de 2011

NOVIDADE!!! DIÁRIOS DE BORDO DAS AULAS DE LÍNGUA PORTUGUESA AGORA PUBLICADOS!

PRODUZIR RELATÓRIOS SOBRE AS AULAS MINISTRADAS E O CONTEÚDO ASSIMILADO NÃO É NOVIDADE EM MINHAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS. MAS, PUBLICAR OS TEXTOS (DIÁRIOS DE BORDO) EM UM BLOG, FOI UMA IDEIA RETIRADA DO BLOG ESTUDANTES DO VALE. (LÁ, OS ALUNOS RELATAM COM DETALHES, AS AULAS TRABALHADAS). ACHO QUE AGORA, PARA MIM, VAI SER AINDA MAIS ENRIQUECEDOR O PROCESSO ENSINO- APRENDIZAGEM.

COISAS BOAS MERECEM SER COPIADAS!!!

VEJAM OS PRIMEIROS DIÁRIOS DE BORDO PUBLICADOS NO BLOG "JOVENS APRENDIZES":


  No dia 28/11/2011, no primeiro momento da aula de Língua portuguesa, a professora Luciana nos explicou o que era e qual era a função do diário de bordo em nossas aulas. Primeiro, ela disse que serviria para revisarmos os conteúdos estudados já que teríamos que descrever atividades feitas e assuntos assimilados. Em seguida, ela explicou que, escrevendo, treinaríamos a nossa escrita, a nossa capacidade de argumentação e síntese. Finalmente, ela solicitou de cada aluno, um caderno de caligrafia para que os nossos registros (Diários de Bordo) fossem lá transcritos. Assim, também treinaríamos a nossa letra utilizando as linhas menores, saltando as linhas maiores. 
  De acordo com a professora, um diário de bordo, no sentido pedagógico, é um instrumento, no qual o aluno resenha as ideias discutidas ao longo de uma aula ou curso. Porém, o nosso diário deveria ser escrito através de tópicos. 

Fábio Gomes dos Santos - 8o. ano 2/ E.E. Veríssimo Teixeira Costa


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   No dia 28/10/11, a professora Luciana leu alguns diários de bordo da aula de português. Ela disse que tínhamos que dar uma "melhorada" e também incrementarmos alguns itens que foram omitidos.
   No dia 26/10/11, ela havia pedido uma pesquisa sobre as variações do português falado no Brasil, para ser entregue e discutido no dia 28/11. Infelizmente, a maioria dos alunos, não havia feito a atividade. Mesmo assim, a professora fez uma pequena discussão sobre as variações e diferenças entre o português falado pelos brasileiros e o português falado em Portugal. Esse assunto ganhou força porque fizemos a leitura de um texto bem interessante do livro didático "Ngunda e Uassamba", escrito por um angolano chamado Pepetela. Pepetela escreveu esse texto (que é um romance) em plena floresta angolana utilizando um mimeógrafo. No texto, o português de Portugal é referência. 
  Finalmente, fizemos uma atividade sobre o assunto e também a correção.


Jefferson de Oliveira Silva - 80. ano 2/ E.E. Veríssimo Teixeira Costa

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Crônica

   A crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser vinculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. 
   O fato de ser publicada no jornal já lhe determina vida curta, pois à crônica de hoje seguem-se muitas outras nas próximas edições. Há semelhanças entre a crônica e o texto exclusivamente informativo. Assim como o repórter, o cronista se alimenta dos acontecimentos diários, que constituem a base da crônica. Entretanto, há elementos que distinguem um texto do outro. Após cercar-se desses acontecimentos diários, o cronista dá-lhes um toque próprio, incluindo em seu texto elementos como ficção, fantasia e criticismo, elementos que o texto essencialmente informativo não contém. Com base nisso, pode-se dizer que a crônica situa-se entre o Jornalismo e a Literatura, e o cronista pode ser considerado o poeta dos acontecimentos do dia a dia.
   A crônica, na maioria dos casos, é um texto curto e narrado em primeira pessoa, ou seja, o próprio escritor está "dialogando" com o leitor. Isso faz com que a crônica apresente uma visão totalmente pessoal de um determinado assunto: a visão do cronista. Ao desenvolver seu estilo e ao selecionar as palavras que utiliza em seu texto, o cronista está transmitindo ao leitor a sua visão de mundo. Ele está, na verdade, expondo a sua forma pessoal de compreender os acontecimentos que o cercam.
   Geralmente, as crônicas apresentam linguagem simples, espontânea, situada entre a linguagem oral e a literária. Isso contribui também para que o leitor se identifique com o cronista, que acaba se tornando o porta-voz daquele que lê.

A IMPESSOALIZAÇÃO DO TEXTO

  Um texto é pessoal e subjetivo quando pronomes pessoais e possessivos, verbos conjugados em primeira e em terceira pessoa, contribuem para que o diálogo se estabeleça entre autor e leitor de forma explícita, evidente.
   Nem sempre temos interesse em deixar explícitas a nossa voz e as diversas vozes que são trazidas para compor um texto. Muitas vezes queremos adotar uma posição impessoal, aparentemente neutra, atenuando a dialogia e ocultando o agente das ações.
   Gramaticalmente, há muitas maneiras de conseguir esse objetivo. Vejamos algumas delas. 


1.Generalizar o sujeito, colocando-o no plural. Uma forma elegante de se distanciar relativamente da subjetividade é pluralizar o agente. O uso da primeira e da terceira pessoa do plural é a estratégia recomendada quando a intenção é atenuar a subjetividade da primeira pessoa, sem adotar a neutralidade absoluta. Frases como "Procuramos demonstrar...", "Os pesquisadores reconhecem...", "Nossas conclusões...", são menos subjetivas que "Procurei demonstrar...", "Reconheço...", "Minhas conclusões...". 


2.Ocultar o agente. A expressão "é preciso" serve a esse propósito de neutralidade. Assim, também expressões como: é necessário, é urgente, é imprescindível, são utilizadas para ocultar o agente. Quem precisa? Quem necessita? Para quem é urgente? Para quem é imprescindível? Não podemos definir com clareza. Torna-se uma realidade geral, universal, neutra, objetiva. Os textos dissertativos, informativos, expositivos e científicos apresentam, muitas vezes, essa característica de ocultar o agente. Tudo é dito como se fosse uma realidade apresentada sem intermediários. 


3. Colocar um agente inanimado. Uma outra maneira de impessoalizar o texto é colocar como agente um ser inanimado, um fenômeno, uma instituição ou uma organização. Quando escrevo frases como "O Ministério decidiu...", "A diretoria ordenou...", "O governo protelou...", a responsabilidade em relação à ação está diluída e não se pode identificar claramente de onde ou de quem emanou a iniciativa. É um recurso muito utilizado na administração pública e na política.


4. Uso gramatical do sujeito indeterminado. Como a própria nomenclatura indica, não se pode determinar com precisão quem realizou uma ação quando usamos a estrutura de sujeito indeterminado. Ela é muito útil quando queremos inserir uma informação da qual não sabemos a procedência exata: Vive-se propagando a necessidade de preservar a Amazônia. Acreditava-se no empreendimento de turismo sustentável para aquela área. Fala-se muito em sustentabilidade.


5. O uso da voz passiva. Enquanto na voz ativa temos um agente explícito, na voz passiva esse agente pode estar oculto. Assim, usar a passiva sem esclarecer seu agente é um recurso gramatical para impessoalizar a informação. Veja o exemplo: Novas descobertas foram realizadas em centros de estudo e laboratórios ao redor do mundo. Está sendo revelado ao mundo que o cérebro é um órgão mais fascinante, complexo e poderoso do que antes se imaginava.Quem realizou? Quem está revelando? A voz passiva oculta o agente. Como vimos, há diversas maneiras de tornar o texto impessoal, e todas elas utilizam recursos e possibilidades presentes no sistema gramatical da língua.

Lucília Helena do Carmo Garcez é ex-professora da UnB, doutora em linguística e autora do livro Técnica de Redação – o que é preciso saber para bem escrever, Editora Martins Fontes.



obs.:  Em geral, textos acadêmicos devem ser impessoais.